Na última sexta-feira, os índices de ações fecharam em alta. O S&P 500 subiu 0,65%, enquanto o Nasdaq 100 ganhou 0,41%. O Dow Jones Industrial Average saltou 0,88%. No entanto, já no início das negociações desta segunda-feira, os futuros dos índices de ações dos EUA e da Europa retomaram as perdas.

Desdobramentos em torno de uma possível investigação criminal contra Jerome Powell estão gerando **preocupações significativas sobre a independência da Federal Reserve. Alegações de pressão política e a ameaça de um processo criminal, se confirmadas, podem minar a confiança na autoridade monetária e na sua capacidade de tomar decisões baseadas exclusivamente em dados econômicos, e não em interesses políticos. No fim de semana, surgiram informações de que o Department of Justice teria aberto um inquérito criminal envolvendo o presidente do Fed.
Ao mesmo tempo, as críticas do presidente Donald Trump, que nega qualquer envolvimento na investigação, adicionam combustível ao cenário já sensível. Suas declarações recorrentes sobre o nível "excessivamente alto" das taxas de juros aumentam a pressão sobre o Fed e reforçam a percepção de que a Casa Branca busca influenciar a política monetária em um momento politicamente delicado.
Os mercados tendem a acompanhar esses desdobramentos com atenção redobrada. Caso a investigação avance ou ganhe novos contornos, o episódio pode desencadear maior volatilidade nos mercados financeiros e levantar dúvidas sobre a estabilidade institucional e econômica dos Estados Unidos. Nesse ambiente, investidores costumam migrar para ativos de proteção, como ouro e títulos públicos, o que tende a pressionar o dólar americano.
O quadro pode evoluir para uma crise institucional de grandes proporções caso as alegações de pressão política mencionadas por Powell sejam comprovadas. Um cenário dessa natureza teria potencial para aprofundar divisões internas nos EUA e enfraquecer a confiança nas instituições públicas.
Refletindo esse ambiente de aversão ao risco, ouro e prata atingiram máximas históricas, enquanto o índice do dólar registrou forte queda. Paralelamente, os títulos do Tesouro dos EUA foram beneficiados pela demanda por segurança, levando a uma nova compressão dos rendimentos.

Em outros segmentos do mercado, o petróleo seguiu em alta, à medida que os investidores continuam a monitorar de perto os desdobramentos geopolíticos na Venezuela e no Irã. No que diz respeito à perspectiva técnica do S&P 500, a tarefa imediata dos compradores nesta sessão é romper a resistência mais próxima, em 6.930 pontos. Um rompimento sustentado acima desse nível sinalizaria continuação do movimento de alta e abriria espaço para um avanço em direção a 6.946.
Outro alvo igualmente relevante para os touros é consolidar o índice acima da marca de 6.961, o que reforçaria o controle comprador e a estrutura altista de curto prazo. Por outro lado, em caso de uma correção associada à redução do apetite por risco, espera-se que os compradores defendam a região em torno de 6.914. Uma quebra abaixo desse suporte poderia levar o índice rapidamente de volta a 6.896, abrindo caminho para uma extensão da queda até 6.883.
