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Sem precipitação

O dólar americano se fortaleceu em relação ao euro, à libra esterlina e a outros ativos de risco após o presidente do Federal Reserve Bank de St. Louis, Alberto Musalem, afirmar ontem que os riscos de inflação estão diminuindo e que ele espera que os preços comecem a se aproximar da meta do banco central no final deste ano.

Sem precipitação

O dirigente do Federal Reserve observou que, após os cortes de juros realizados no ano passado, a política monetária está bem posicionada para responder a riscos tanto à estabilidade de preços quanto ao emprego. Segundo ele, as taxas de juros encontram-se atualmente em um nível considerado neutro — que não estimula nem restringe a economia — e não há necessidade específica de novos cortes enquanto a inflação permanecer elevada.

Musalem afirmou na terça-feira que espera que a inflação volte a convergir para a meta de 2% ao longo deste ano, destacando que os dados de inflação divulgados no dia foram encorajadores nesse sentido. Segundo ele, a política monetária encontra-se atualmente bem calibrada, ao equilibrar tanto a trajetória esperada da economia quanto os riscos existentes em ambos os lados.

Ao mesmo tempo, ele enfatizou que o banco central acompanha de perto a evolução do cenário econômico e está pronto para ajustar sua política de forma ágil, se necessário. Atenção especial vem sendo dada aos fatores que influenciam as expectativas de inflação, como os preços de energia e alimentos, além das oscilações da taxa de câmbio da moeda nacional.

As declarações de Musalem indicam que o Fed está inclinado a adotar uma postura de cautela e observação, avaliando os possíveis impactos de choques externos sobre a economia doméstica. Manter as taxas nos níveis atuais ajuda a evitar um estímulo excessivo à inflação, ao mesmo tempo em que preserva margem de manobra caso as condições econômicas se deteriorem, inclusive para apoiar o mercado de trabalho.

Vale lembrar que, segundo dados do Bureau of Labor Statistics, o índice de preços ao consumidor subjacente dos EUA — que exclui os componentes voláteis de alimentos e energia — subiu 2,6% em termos anuais, atingindo o menor nível em quatro anos.

Recentemente, um número expressivo de membros do Fed sinalizou que tende a manter as taxas de juros inalteradas neste mês, após o corte acumulado de três quartos de ponto percentual realizado no ano passado. Ainda assim, os formuladores de política seguem divididos quanto ao caminho ideal das taxas no futuro, já que o mercado de trabalho continua a mostrar sinais de enfraquecimento enquanto a inflação permanece acima da meta. Alguns dirigentes defendem a prioridade no combate à inflação, enquanto outro grupo sustenta a necessidade de novos cortes para apoiar o emprego.

Quanto ao quadro técnico atual do EUR/USD, os compradores agora precisam concentrar‑se em tomar o nível de 1,1650. Só isso lhes permitirá mirar um teste em 1,1680. A partir daí, seria possível subir até 1,1710, mas fazê‑lo sem o apoio de grandes players será bastante difícil. O alvo mais distante seria a máxima em 1,1740. Em caso de queda do instrumento, espero ação séria de grandes compradores apenas em torno do nível de 1,1630. Se não houver atividade nesta área, seria preferível aguardar um reteste da mínima em 1,1610 ou abrir posições de compras a partir de 1,1591.

Quanto ao quadro técnico atual do GBP/USD, os compradores da libra precisam chegar a resistência mais próxima em 1,3450. Só assim poderão ter 1,3480 como alvo, acima do qual um rompimento será bastante difícil. O alvo mais distante estará em 1,3515. No caso de uma queda do par, os vendedores tentarão assumir o controle em 1,3420. Se tiverem sucesso, a quebra dessa faixa desferiria um golpe sério nas posições de alta e poderia empurrar o GBP/USD até a mínima de 1,3390, com perspectiva de seguir em direção a 1,3370.

*The market analysis posted here is meant to increase your awareness, but not to give instructions to make a trade
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