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FX.co ★ O dólar desafia o sistema

O dólar desafia o sistema

Padrões duplos. Scott Bessent critica Jerome Powell por comparecer às audiências no caso Lisa Cook, mas ele próprio está envolvido nos procedimentos da Suprema Corte relacionados às tarifas. O secretário do Tesouro tenta acalmar os mercados, classificando como absurda a ideia de que investidores europeus venderiam ativos dos EUA — ao mesmo tempo em que entra em contato com a direção do Deutsche Bank para silenciar o analista que levantou essa hipótese. O clima na Casa Branca está tenso e, nessas condições, tomar decisões corretas torna-se extremamente difícil. Assim, a fuga dos investidores do dólar e de tudo o que é americano é uma reação natural.

A Europa detém o dobro de ações e títulos dos EUA em comparação com o resto do mundo somado. O Deutsche Bank chama isso de "arma de capital". Se for disparada, as consequências seriam severas. Até agora, porém, a resposta da UE tem sido, em grande parte, retórica belicosa. Num mundo supostamente governado apenas pela força, estaria pronta para retaliar. Tudo isso lembra muito os acontecimentos de abril. Naquela altura, também parecia que a Europa se uniria contra as tarifas de Trump, mas, na prática, não houve estômago para tanto.

Donald Trump demonstra confiança de que a UE continuará a investir na economia dos EUA. Afinal, segundo ele, isso vem sendo incentivado há muito tempo. O Velho Continente aparentemente precisa disso. Mais uma vez, como no caso de Scott Bessent, o presidente apresenta desejos como se fossem fatos.

Dinâmica da volatilidade do dólar

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As declarações da Casa Branca são tão contraditórias que dão vontade de sair dos Estados Unidos o quanto antes. Os investidores estão fugindo, e a estratégia "Vender a América" continua a pressionar ações, títulos e o dólar. O euro parece ter esquecido que não é o favorito numa guerra comercial com os Estados Unidos. O par EUR/USD sobe rapidamente, impulsionado pelas expectativas de estímulo fiscal e por uma economia americana que pode ser enfraquecida pelas tarifas.

O problema é que, desta vez, os acontecimentos podem desenrolar-se de forma diferente do observado entre abril e junho do ano passado. Uma guerra comercial em larga escala seria ruinosa tanto para a economia europeia quanto para a economia global. A resiliência dos EUA poderia ressuscitar o tema do excepcionalismo americano. Nesse cenário, poderíamos não assistir a uma repetição de 2025, mas sim de 2018, quando a dominância dos Estados Unidos no conflito comercial com a China resultou num dólar mais forte e no colapso do yuan.

O dólar desafia o sistema

A Europa realmente se manterá firme na questão da Groenlândia? O colapso da ordem internacional do pós-Segunda Guerra Mundial teria um custo elevado para a economia e os mercados financeiros globais. Ninguém sabe ao certo qual jogo Donald Trump pretende jogar. É bastante possível que, ao fim e ao cabo, os investidores voltem a assistir ao TACO — "Trump Always Backs Down" (Trump sempre recua) —, o que seria favorável ao dólar americano.

Do ponto de vista técnico, o gráfico diário do EUR/USD mostra os touros a manterem a iniciativa. Os ursos não conseguiram romper os importantes suportes-pivô em 1,1710. Nesse contexto, faz sentido manter posições de compras abertas a partir de 1,1615 e 1,1645 no par EUR/USD.

*The market analysis posted here is meant to increase your awareness, but not to give instructions to make a trade
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