
A libra esterlina sofreu um golpe inesperado após a reunião do Banco da Inglaterra, em razão de uma votação mais dovish em relação às taxas de juros. Ainda assim, a reação do mercado, materializada na venda da moeda britânica, não comprometeu a atual estrutura de ondas. Vale lembrar que, antes mesmo da reunião do BoE, eu já antecipava uma queda dentro de uma onda corretiva ou de um conjunto corretivo. Neste momento, tudo indica que essa primeira onda, que pode inclusive ser a única, está próxima do fim ou já foi concluída. Caso essa leitura se confirme, um novo movimento de alta dentro da tendência principal pode se iniciar a partir dos níveis atuais. Além disso, os participantes do mercado podem ter diversos motivos para vender o dólar na próxima semana. Mas é cedo para antecipar esse cenário.
No Reino Unido, os únicos dados realmente relevantes da próxima semana serão o PIB do quarto trimestre e o relatório de produção industrial. A economia britânica permanece em um quadro de crescimento fraco há bastante tempo, apesar do otimismo de Andrew Bailey em relação a uma aceleração no início de 2026. No terceiro trimestre, o crescimento anual foi de 1,3% — um número que, embora não caracterize estagnação ou recessão, está longe de ser robusto. Para o quarto trimestre, a expectativa é de um avanço ainda mais modesto, em torno de 1,2%.
A produção industrial também segue em uma trajetória pouco animadora. O indicador alterna entre altas e quedas mensais, praticamente anulando ganhos ao longo do tempo. Portanto, não há razões concretas para esperar suporte relevante à libra com base nesses relatórios. Por fim, é importante destacar que o pano de fundo informativo dos Estados Unidos será decisivo na próxima semana. A demanda pelo dólar aumentou nas últimas duas semanas, e os dados de inflação, desemprego e mercado de trabalho dirão se esse movimento foi ou não justificado.

Análise de onda para o EUR/USD:
Com base na análise do EUR/USD, concluo que o par continua a formar uma tendência de alta. As políticas de Donald Trump e a política monetária da Reserva Federal continuam a ser fatores significativos que afetam a queda do dólar americano a longo prazo. Os alvos para a seção de tendência atual podem se estender até o 25º número. Neste momento, acredito que a onda global 5 tenha começado e esteja continuando, então espero que os preços subam no primeiro semestre de 2026. No entanto, no curto prazo, antecipo uma onda descendente (ou série de ondas), já que a estrutura a-b-c-d-e parece completa. Meus leitores podem procurar em breve áreas e níveis para novas posições de compra.
Análise de onda para o GBP/USD:
O padrão de ondas do GBP/USD parece bastante claro. A estrutura altista de cinco ondas já foi concluída, embora a onda global 5 ainda possa se estender de forma mais pronunciada. Acredito que, no curto prazo, possa se formar um conjunto corretivo de ondas, após o qual a tendência de alta deverá ser retomada. Diante desse cenário, nas próximas semanas, faz sentido buscar oportunidades para novas posições compradas. Na minha avaliação, sob a presidência de Donald Trump, a libra esterlina tem boas chances de ser negociada na faixa de US$ 1,45 a US$ 1,50. O próprio Trump demonstra ver com bons olhos a desvalorização do dólar. Suas ações tendem a produzir um efeito duplo: um dólar mais fraco, ao mesmo tempo em que busca endereçar questões internas, externas, comerciais e geopolíticas dos Estados Unidos.
Princípios fundamentais da minha análise:
- As estruturas das ondas devem ser simples e claras. Estruturas complexas são difíceis de interpretar e muitas vezes levam a mudanças.
- Se não houver confiança no que está acontecendo no mercado, é melhor não entrar nele.
- Nunca pode haver 100% de certeza na direção do movimento. Não se esqueça de usar ordens de stop loss de proteção.
- A análise de ondas pode ser combinada com outras formas de análise e estratégias de negociação.

