

No entanto, o potencial de alta para o metal precioso permanece limitado pelas expectativas globais de taxas de juros persistentemente elevadas, o que reduz sua atratividade. Os mercados acreditam que o aumento dos preços da energia, impulsionado pela guerra no Oriente Médio, voltará a intensificar as pressões inflacionárias, obrigando os principais bancos centrais — incluindo o Federal Reserve — a manter uma política monetária mais restritiva.
Os preços do petróleo estão sendo negociados acima de US$ 100 por barril, em meio às ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de atacar a infraestrutura do Irã caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto até terça-feira.

Em resposta, Teerã declarou que o trânsito por essa rota estrategicamente importante só será retomado se parte da receita for destinada à compensação por danos relacionados à guerra. Além disso, um conselheiro do Líder Supremo do Irã, Ali Akbar Velayati, alertou que as forças de resistência podem ampliar suas atividades no Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho — outro importante eixo de transporte. Tudo isso aumenta o risco de interrupções nas cadeias globais de suprimento e sustenta preços persistentemente elevados do petróleo.
Os dados positivos de empregos não agrícolas (NFP) nos EUA, divulgados na última sexta-feira, confirmaram a resiliência do mercado de trabalho americano e reforçaram as expectativas de que o Federal Reserve manterá uma postura monetária restritiva para conter a inflação. Esse fator, apesar da pressão de curto prazo vinda do mercado de petróleo, dá suporte ao dólar americano e, consequentemente, influencia o sentimento em relação ao ouro.
No entanto, o cenário técnico sugere aguardar um movimento confirmado abaixo de US$ 4.700 para validar um possível fim do recente impulso de alta desde a mínima de quatro meses em março, em torno de US$ 4.100. Por enquanto, o ouro ainda pode estender seu movimento de alta.
Vale ressaltar, porém, que os osciladores no gráfico diário permanecem em território negativo, favorecendo os traders com viés de baixa.
