Ontem, os índices de ações fecharam em alta. O S&P 500 subiu 2,51%, enquanto o Nasdaq 100 registrou alta de 2,80%. O Dow Jones Industrial Average subiu 2,85%.

Na manhã de hoje, contudo, os futuros de ações nos EUA e na Europa recuaram, enquanto os preços do petróleo avançaram. Essa dissonância de mercado foi desencadeada pelo arrefecimento do otimismo em relação a um possível cessar-fogo entre os EUA e o Irã. Teerã divulgou uma declaração alegando violações de vários termos do acordo, o que imediatamente lançou dúvidas e reintroduziu incerteza nos mercados financeiros.
A notícia funcionou como um banho de água fria para os investidores, que até recentemente se apoiavam nas expectativas de desescalada de um grande conflito geopolítico. Presumia-se que um acordo entre os dois países reduziria os riscos ao abastecimento de energia e sustentaria a atividade econômica global. Como frequentemente ocorre no Oriente Médio, a situação permanece extremamente frágil.
A reação do mercado foi imediata. A queda dos futuros acionários indica que os investidores optaram por proteger posições, realizar lucros e reduzir a exposição ao risco. Já a alta dos preços do petróleo reflete a preocupação de que as tensões na região possam persistir e afetar a produção ou o transporte de petróleo. Essa dinâmica reforça como a incerteza geopolítica continua a influenciar fortemente os mercados financeiros globais, tornando-os altamente sensíveis até mesmo a pequenas mudanças nas relações diplomáticas.
Os mercados acionários asiáticos recuaram 0,9% após o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmar que três pontos da proposta de cessar-fogo estão sendo violados. Os futuros de Wall Street e dos índices europeus caíram cerca de 0,2%, sinalizando o provável fim de uma sequência de quatro dias de alta nos mercados acionários globais.
O petróleo Brent subiu 2,4%, para cerca de US$ 97 por barril, recuperando-se de sua maior queda em mais de seis anos, enquanto o tráfego pelo Estreito de Ormuz permanece, na prática, interrompido.

Os preços dos títulos do Tesouro permaneceram estáveis após anularem a alta inicial observada durante o pregão nos Estados Unidos. Os títulos do governo do Japão e da Austrália recuaram, em meio a preocupações de que a alta dos preços do petróleo possa pressionar a inflação.
Quanto ao panorama técnico do S&P 500, a principal tarefa dos compradores hoje será romper a resistência mais próxima, em US$ 6.769. Isso pode ajudar o índice a ganhar impulso de alta e abrir espaço para um avanço até US$ 6.784. Outra prioridade será manter o controle acima de US$ 6.801, o que fortaleceria as posições de compras.
Em caso de movimento de baixa, em um ambiente de menor apetite por risco, os compradores devem atuar na região de US$ 6.756. Um rompimento abaixo desse nível pode levar rapidamente o índice de volta a US$ 6.743 e abrir caminho para US$ 6.727.
