A demanda pelo ouro permanece estável,apesar de uma leve queda após notícias do fracasse da negociações entre os EUA e o Irã.

Segundo vários relatos da imprensa, o Union Bancaire Privée retomou as compras de ouro após ter reduzido significativamente suas posições em resposta à queda provocada pela guerra no Irã, afirmando que as perspectivas de longo prazo permanecem inalteradas. O banco privado suíço está aumentando gradualmente a alocação do metal precioso nas carteiras discricionárias dos clientes, após reduzi-la de cerca de 10% para 3%.
Vale destacar que o preço do metal caiu acentuadamente desde o início da guerra, em meio a preocupações com a alta das taxas de juros e restrições de liquidez, o que levou traders a liquidar ativos para cobrir perdas em outros mercados. A instituição afirmou que já deu os primeiros passos para reconstruir as carteiras de ouro após reduzir posições unilaterais. Segundo o banco, as posições de investidores institucionais e de varejo em metais preciosos estão agora mais equilibradas. No final do ano passado, a instituição geria ativos de clientes totalizando cerca de CHF 184,5 bilhões (US$ 233 bilhões).
O banco também indicou que pretende continuar restabelecendo suas posições em ouro, principalmente por meio de ETFs lastreados no metal, após a participação nas carteiras discricionárias ter caído para cerca de 6%. A UBP mantém a projeção de que os preços podem atingir US$ 6.000 por onça até o fim do ano, já que a demanda estrutural — incluindo compras de bancos centrais, preocupações com déficits orçamentários e tensões geopolíticas — permanece sólida.
Apesar da recente queda, o preço do ouro ainda acumula alta de cerca de 80% desde o início de 2025.
Como mencionado anteriormente, o preço do ouro recuou na segunda-feira após as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã terminarem sem avanços, e após o anúncio do bloqueio do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos. Desde o início da guerra, o metal acumula queda de cerca de 10%, à medida que os investidores passaram a se concentrar nos riscos inflacionários diante da forte alta dos preços de energia.
De acordo com os dados mais recentes, o risco de uma aceleração acentuada da inflação diminuiu ligeiramente, mas continua sendo uma preocupação relevante. Esse cenário pode pressionar o ouro no curto prazo, embora não tenha afetado a demanda estrutural no longo prazo.

A posição da Union Bancaire Privée está alinhada com a de vários bancos de investimento que recentemente reafirmaram as perspectivas de longo prazo para o ouro, apesar da queda recente. O ANZ Banking Group e o Goldman Sachs também projetam alta nos preços do metal.
Quanto ao cenário técnico atual do ouro, os compradores precisam reconquistar a resistência mais próxima em US$ 4.771. Isso abriria caminho para o teste de US$ 4.835, nível acima do qual a continuidade do movimento tende a ser mais desafiadora. O próximo alvo está na região de US$ 4.893. Em caso de queda, os vendedores tentarão assumir o controle na faixa de US$ 4.708. Se esse nível for rompido, a pressão vendedora pode se intensificar, levando o ouro até a mínima de US$ 4.647, com potencial de extensão até US$ 4.591.
