Os preços do petróleo caíram pelo quarto dia consecutivo, marcando a maior sequência de quedas do ano. O Brent caiu para menos de US$ 83 por barril, e o WTI se aproximou dos US$ 80, não conseguindo manter-se acima dos US$ 81 ontem. Isso indica que os preços voltaram aos níveis baixos do início de março, apagando uma parte significativa dos ganhos acumulados durante o conflito. Nesse contexto, o Morgan Stanley e o Goldman Sachs revisaram para baixo suas previsões para os próximos trimestres.

O Goldman Sachs espera agora que as exportações do Golfo Pérsico atinjam os níveis pré-guerra até o final de julho — um mês antes do previsto anteriormente. O Morgan Stanley reduziu sua previsão para o Brent no terceiro trimestre de US$ 100 para US$ 90 e, no quarto trimestre, em US$ 15, para US$ 80. De acordo com suas estimativas, a produção se recuperará para 50% até setembro e para 80% até dezembro.
No entanto, o mercado permanece cauteloso — e com razão. O texto do memorando ainda não foi publicado. Empresas de navegação e traders afirmam que precisam de mais informações antes de enviar navios pelo estreito: questões de segurança, regras operacionais e o custo real da passagem continuam sem solução. Outras empresas estão ainda mais céticas. Estimativas sugerem que levará vários meses para que o tráfego retorne aos níveis pré-guerra.
Embora o sinal de alta para o petróleo ainda exista, sua intensidade diminuiu visivelmente. Enquanto isso, as reservas estratégicas de petróleo dos EUA caíram para o nível mais baixo desde 1983. As recentes escassezes de oferta foram reais, e reabastecê-las levará tempo.
Para o Federal Reserve, a queda nos preços do petróleo chega em um momento ideal — bem antes da primeira reunião presidida por Kevin Warsh na quarta-feira. Se o petróleo se mantiver nos níveis atuais, a pressão inflacionária começará a diminuir mais rapidamente do que as previsões, dando ao novo presidente margem para uma retórica mais moderada.

Quanto ao panorama técnico atual do petróleo, os compradores precisam recuperar a resistência mais próxima, em US$ 81,40. Isso permitirá visar US$ 86,67, nível acima do qual será bastante difícil romper. A meta mais distante ficará em torno de US$ 92,54. No caso de uma queda nos preços, os vendedores tentarão assumir o controle em US$ 74,85. Se forem bem-sucedidos, romper essa faixa representará um golpe significativo para as posições de alta e empurrará o petróleo para uma mínima de US$ 67,77, com a perspectiva de cair para US$ 59,90.
