
A Boeing está passando por tempos difíceis, com suas ações sofrendo uma queda acentuada, prejudicadas por uma série de notícias negativas, incluindo a trágica morte de um ex-funcionário da empresa e uma série de problemas no processo de produção.
As ações da fabricante americana de aeronaves caíram 3,88%, atingindo US$ 185,04, à medida que uma série de notícias desanimadoras afastou os investidores das ações da empresa.
De acordo com relatos da mídia, o preço das ações da Boeing caiu cerca de 25% desde o início de janeiro, após a empresa enfrentar uma forte pressão após um infeliz incidente envolvendo seu jato 737 MAX 9. É importante lembrar que, em 5 de janeiro, um plugue de porta explodiu em um avião da Alaska Airlines pouco depois de decolar do aeroporto.
Este incidente levou a Administração Federal de Aviação a iniciar uma extensa investigação que encontrou dezenas de problemas no processo de fabricação da fabricante de aviões. A Boeing passou em apenas 56 das 89 auditorias realizadas.
Segundo analistas da AeroDynamic Advisory, todos esses problemas estão se tornando uma séria dor de cabeça para a empresa. "Tudo isso resulta em um grande problema. A posição da empresa, em termos de participação no mercado, reputação e relações com os órgãos reguladores, está se deteriorando", disse a consultoria de gestão aeroespacial e de defesa.
Por último, mas não menos importante, a notícia de que um ex-funcionário da Boeing, que levantou preocupações sobre controle de qualidade e segurança na produção de aeronaves da empresa, foi encontrado misteriosamente morto, adicionou combustível ao incêndio. Infelizmente, o dedicado engenheiro não teve a oportunidade de apresentar provas em um processo de denúncia contra a fabricante de aviões.
Portanto, a Boeing se viu no centro de investigações criminais. A questão agora é se a empresa será capaz de se recuperar das consequências desses problemas e voltar aos trilhos. Somente o tempo dirá.
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