
Ao que tudo indica, a busca pelo tesouro na China está longe de terminar. O apetite pelo ouro permanece particularmente forte, com o Banco Popular da China adicionando ouro às suas reservas pelo 17º mês consecutivo em março.
Isso contribuiu para impulsionar o ouro para recordes. O metal precioso ampliou sua tendência de alta, alimentada pelo otimismo de que a Reserva Federal dos EUA estivesse próxima de uma mudança há muito esperada em relação ao corte das taxas de juros.
De acordo com a Bloomberg, o banco central da China agora detém impressionantes 72,58 milhões de onças troy de ouro, um nível visto pela última vez em novembro de 2015.
O aumento da demanda por ouro dos bancos centrais, incluindo a China e a Índia, tem sido uma das principais motivações por trás da alta do ativo desde 2022. Dados do World Gold Council mostraram que as reservas de ouro dos bancos centrais globais continuaram a aumentar em fevereiro de 2024, marcando o nono mês consecutivo de crescimento.
As reservas cambiais da China atingiram seu nível mais alto desde dezembro de 2021, atingindo US$ 3,2457 trilhões no final de março de 2024. Os ativos de reserva aumentaram 0,6% em relação a fevereiro e 1,9% em relação ao ano anterior, o que o Banco Popular da China atribuiu à necessidade de manter participações financeiras estáveis para enfrentar os riscos.
Segundo analistas, a busca pelo ouro faz parte dos esforços da China para buscar refúgio em metais preciosos em meio a temores de turbulência geopolítica e nervosismo em relação à inflação. Além disso, a onda de compras de ouro do país poderia ajudar Pequim a evitar possíveis sanções ocidentais.
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