
Os EUA, notavelmente, se opõem a um imposto global sobre a fortuna dos bilionários, uma iniciativa que visa cobrar mais impostos dos cidadãos ricos. No entanto, as autoridades dos EUA não estão prontas para introduzir o imposto no momento.
De acordo com o Wall Street Journal (WSJ), as principais economias do G20, incluindo França, Espanha e Brasil, defendem essa prática reconhecida internacionalmente. O pagamento anual não deve ser superior a 2% de sua fortuna total. No entanto, os EUA argumentaram contra a proposta.
A secretária do Tesouro, Janet Yellen, disse que a Casa Branca rejeitou a ideia e se recusou a participar das negociações sobre a imposição de uma taxa global sobre os super-ricos. Ela transmitiu essa mensagem na cúpula dos ministros das finanças dos países do G20.
Segundo o WSJ, Janet Yellen deve se reunir com os ministros das finanças dos países do G7 no final desta semana para discutir essa questão. Mas a Secretária do Tesouro dos EUA não concorda com essa ideia, afirmando que é algo que não podemos aceitar. De acordo com Yellen, a Casa Branca 'acredita na tributação progressiva', mas não está pronta para apoiar 'um tipo de mecanismo global geral para tributar bilionários com redistribuição de renda'.
Anteriormente, as autoridades do Brasil, que preside o G20 este ano, pediram que o grupo de nações desenvolvesse uma abordagem comum para tributar os super-ricos. O intuito desta medida é evitar que os ricos fujam dos impostos declarando seus lucros no exterior.
Os formuladores de políticas da Espanha, Alemanha e África do Sul participaram da discussão dessa legislação. As autoridades admitem que os bilionários teriam de pagar impostos anuais de pelo menos 2% de sua fortuna total. Isso aumentará a receita tributária e reduzirá a diferença de renda entre os mais pobres e os super-ricos.
Atualmente, a maioria dos países aplica seus impostos de renda dependendo de onde o contribuinte mora. Em particular, os cidadãos dos EUA pagam imposto de renda mesmo quando moram fora do país. Nessas condições, é difícil para os norte-americanos fugir da tributação transferindo ativos e renda para o exterior, enfatiza o WSJ.
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