
A Tether, uma criptomoeda estável vinculada ao dólar americano, está sendo utilizada pela Rússia e pela China como meio de pagamento em seus acordos comerciais mútuos. A escolha da Tether suscita questionamentos sobre suas características que a tornam atrativa para ambos os países, especialmente em meio às sanções ocidentais contra a Rússia.
Segundo a Bloomberg, a Rússia está cada vez mais recorrendo à criptomoeda Tether para vender suas commodities para a China. Duas grandes empresas metalúrgicas russas, não sujeitas a sanções, foram as primeiras a liquidar suas faturas em Tether, também concordando em utilizar outras criptomoedas para transações com parceiros chineses. A maioria dessas transações ocorre por meio de Hong Kong.
A China, atualmente o principal mercado de exportação para produtos russos, acolhe essa prática, alinhada com sua postura flexível em relação às sanções.
Os especialistas destacam que o uso de criptomoedas para pagamentos é uma prática comum em países sob sanções, citando o exemplo da Venezuela, que enfrenta uma situação semelhante. Segundo Adewale Adeyemo, vice-secretário do Tesouro dos EUA, a Rússia está buscando "métodos de pagamento alternativos para contornar as sanções ocidentais", com foco principalmente em stablecoins, tokens cujo valor é vinculado a ativos populares como o dólar americano, o euro ou o ouro.
Em abril de 2024, foi divulgado que o Banco da Rússia pediu aos legisladores que acelerassem o desenvolvimento da legislação sobre o uso de moedas digitais em acordos internacionais.
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