
O governo chinês não está disposto a pagar um valor elevado pelo gás fornecido pela Rússia e está tentando negociar um preço mais baixo. A questão agora é se os dois lados conseguirão chegar a um acordo aceitável.
Segundo o Financial Times, citando fontes confiáveis, as tentativas da Rússia de finalizar um grande acordo sobre o gasoduto Power of Siberia-2 com a China foram interrompidas devido às demandas irrealistas de Pequim em relação ao preço e aos níveis de fornecimento.
A China insiste em um esquema de pagamento próximo aos preços domésticos subsidiados da Rússia e está disposta a comprar apenas uma pequena fração da capacidade anual planejada do gasoduto, que é de 50 bilhões de metros cúbicos de gás. No entanto, esses termos seriam insustentáveis para a Gazprom, pois resultariam em prejuízos. Analistas preveem que a falta de um acordo poderia reduzir os lucros da empresa em quase 15% até 2029.
Este projeto poderia potencialmente compensar as perdas da Gazprom ao conectar o mercado chinês aos campos de gás no oeste da Rússia, substituindo a redução das exportações para a Europa. No entanto, esse cenário permanece incerto.
De acordo com alguns analistas, Pequim acredita que o tempo está a seu favor. Após um período de espera, a China poderá assegurar condições mais vantajosas de Moscou. Como a Rússia não possui outra rota terrestre para suas exportações de gás, é provável que a Gazprom tenha que aceitar os termos propostos pela China.
Anteriormente, a Rússia exportava gás para a Europa a US$ 10 por milhão de unidades térmicas britânicas (BTU), subsidiando seu mercado interno. No entanto, em 2023, suas exportações de gás para a região caíram para 22 bilhões de metros cúbicos por ano, em comparação com os 230 bilhões de metros cúbicos anteriores, com novas quedas no horizonte.
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