
O Financial Times, citando uma pesquisa do Official Monetary and Financial Institutions Forum (OMFIF), um think tank britânico, uma organização independente de pesquisa e análise que se concentra em questões políticas, sociais, econômicas e tecnológicas, revela que os bancos centrais globais estão cada vez mais recorrendo ao dólar americano em resposta às altas taxas de juros nos Estados Unidos.
A pesquisa do OMFIF, que abrange 73 reguladores globais com US$ 5,4 trilhões em reservas internacionais, indica que 18% deles pretendem aumentar suas reservas em dólares americanos nos próximos 2 anos, em comparação com 6% em 2023.
Nikhil Sanghani, diretor administrativo do OMFIF, adverte que não se deve esperar um abandono do dólar na próxima década. Ele prevê que os reguladores reduzirão a participação das reservas em dólares americanos para 55% em um horizonte de 10 anos, ante os atuais 58%. Enquanto isso, as reservas em moeda chinesa poderiam quase dobrar, de 2,3% para 5,5%. No entanto, Sanghani enfatiza que ainda é improvável que o renminbi desafie seriamente o dólar como a moeda dominante do mundo.
Apesar da tendência global de desdolarização, os especialistas observaram que, apesar do interesse renovado no dólar, a desdolarização a longo prazo continua, porém a um ritmo lento. Isso ocorre em meio às altas taxas de juros, que tornam os ativos americanos mais atraentes do que suas contrapartes chinesas. O iene japonês também sofreu perdas, com a desvalorização após mudanças na política monetária do Banco do Japão.
No cenário atual, os participantes do mercado estão aproveitando as diferenças nas taxas de juros para garantir retornos sem risco. Como resultado, as moedas de países com rendimentos de depósitos bancários mais altos estão sendo mais procuradas, o que leva à sua valorização.
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