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FX.co ★ Wall Street enfrenta mudança nos relatórios enquanto Trump propõe divulgação semestral

Wall Street enfrenta mudança nos relatórios enquanto Trump propõe divulgação semestral

Wall Street enfrenta mudança nos relatórios enquanto Trump propõe divulgação semestral

Por décadas, as corporações públicas americanas seguiram um ritmo previsível: relatórios trimestrais, comunicados à imprensa e conferências com investidores. O calendário financeiro era tão estável quanto as estações do ano. No entanto, Donald Trump sugeriu alterar esse “ciclo natural”, propondo a mudança de relatórios trimestrais para semestrais. Segundo ele, a medida economizaria recursos e permitiria que os gestores se concentrassem na administração das empresas em vez de elaborar relatórios extensos.

Wall Street, porém, recebeu a proposta com pouco entusiasmo, de forma semelhante à reação a um comunicado de sexta-feira à noite anunciando lucros em queda. A Bloomberg observou que, na prática, Trump sugeria que os investidores tivessem menos informações e mais silêncio, embora normalmente se espere o contrário de um presidente.

Os analistas estimam que a probabilidade de a SEC adotar essa mudança seja de até 60%. Outros especialistas são mais céticos, alertando para riscos como redução da transparência e aumento da volatilidade. Quanto menos frequentes forem os relatórios, maior a chance de o mercado reagir a rumores, vazamentos e publicações em redes sociais, algo que combina com o contexto atual.

Historicamente, os relatórios trimestrais surgiram após a crise de 1929 e se tornaram padrão em 1970. Após mais de meio século, Wall Street está tão acostumada a essa rotina que a mudança para um calendário semestral parece drástica.

O que dizem os especialistas?

Jonathan Golub foi diplomático: “Os mercados de capitais e a economia em geral são mais produtivos quando há mais informações e transparência.” Para os traders, isso poderia significar menos dados e mais volatilidade.

Ed Mills vai mais longe, chamando a reversão de irrealista: “É improvável que os relatórios trimestrais desapareçam, já que são exigidos pelo Exchange Act de 1934.” De fato, imaginar que o Congresso facilitaria a vida das empresas é como imaginar uma reforma tributária sem brechas.

Samir Samana é direto e alerta que “maior incerteza também alimentaria maior volatilidade de mercado e de preços”.

Kim Forrest, da Bokeh Capital Partners, acrescenta: “É prejudicial para os gestores de portfólio, pois elimina dois pontos de contato nos quais a empresa divulga informações importantes. A maioria das companhias oferece diálogo durante as conferências, e dados relevantes surgem nessas sessões de perguntas e respostas. Perder isso reduziria a capacidade de todos os investidores de entender melhor as perspectivas da empresa.” Para os investidores, a adaptação é possível, mas para os principais executivos, a mudança representaria um raro alívio de seis meses do escrutínio público.

No fim, a proposta de Trump ainda está longe de se tornar realidade, mas a mera discussão já provocou agitação no mercado. Para Wall Street, ficar seis meses sem atualizações é considerado altamente improvável.

*The market analysis posted here is meant to increase your awareness, but not to give instructions to make a trade
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