
Os preços do ouro dispararam durante a sessão asiática desta segunda-feira, impulsionados por uma operação militar dos Estados Unidos na Venezuela que resultou na prisão do presidente Nicolás Maduro. A notícia intensificou a busca por ativos de proteção e reduziu o apetite por risco nos mercados globais.
O ouro à vista avançou cerca de 1%, sendo negociado a US$ 4.374,92 por onça. Já os contratos futuros do ouro nos EUA, com vencimento em março, subiram 0,8%, encerrando a sessão a US$ 4.381,10 por onça.
Os mercados reagiram após autoridades norte-americanas confirmarem que Maduro foi detido durante uma operação realizada no fim de semana em Caracas e posteriormente levado aos Estados Unidos para responder a acusações criminais previamente apresentadas.
A ação representa a intervenção mais direta dos EUA na Venezuela em décadas. O episódio gerou condenações por parte de diversos países e aumentou a incerteza entre investidores, especialmente em relação aos possíveis impactos sobre o mercado de energia e a estabilidade regional.
O presidente Donald Trump classificou a prisão como um “passo decisivo” contra o que chamou de regime criminoso, afirmando que os Estados Unidos pretendem garantir uma “transição de poder segura e ordenada” no país.
Apesar de a Venezuela deter as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, anos de sanções e falta de investimentos reduziram drasticamente sua produção. A recente ação americana amplia as incertezas sobre o futuro fornecimento de petróleo venezuelano.
Para o ouro, o choque geopolítico reforça um cenário já favorável: expectativas de cortes nas taxas de juros nos EUA ao longo do ano, compras constantes por bancos centrais e preocupações persistentes com o crescimento econômico global continuam sustentando o metal precioso. Entre outros metais, a prata avançou 2,4%, para US$ 74,32 por onça, enquanto os contratos futuros de platina subiram 3,1%, alcançando US$ 2.209,60 por onça.