
O setor industrial da zona do euro encerrou 2025 em tom negativo, com a produção recuando em dezembro pela primeira vez desde fevereiro, segundo o mais recente PMI Industrial da Zona do Euro, elaborado pelo HCOB. O índice caiu para 48,8 em dezembro, ante 49,6 em novembro, atingindo o menor nível em nove meses e sinalizando uma deterioração mais acentuada das condições de negócios.
Após nove meses consecutivos de crescimento, a produção das fábricas em toda a região entrou em contração em dezembro, ainda que de forma moderada. Os novos pedidos caíram no ritmo mais rápido em quase um ano, enquanto a demanda externa registrou o recuo mais forte dos últimos 11 meses.
Entre os oito países monitorados, a Alemanha apresentou o desempenho mais fraco, com as condições industriais se deteriorando no ritmo mais acelerado desde fevereiro de 2024. Itália e Espanha também retornaram ao território de contração. A Grécia mostrou leve melhora, enquanto a França contrariou a tendência regional e registrou avanço, com seu índice atingindo o maior nível em 42 meses.
As pressões na cadeia de suprimentos se intensificaram, com os prazos de entrega dos fornecedores se alongando no ritmo mais forte desde outubro de 2022. A inflação dos custos de insumos acelerou para o nível mais alto em quase 18 meses, embora os fabricantes tenham continuado a reduzir os preços na saída das fábricas.
O emprego no setor industrial voltou a cair em dezembro, estendendo a sequência de perdas de postos de trabalho para mais de dois anos e meio. Em contrapartida, o sentimento dos fabricantes em relação às perspectivas para os próximos 12 meses melhorou, alcançando o patamar mais elevado desde fevereiro de 2022.
Economistas observam que a demanda por bens industriais da zona do euro volta a desacelerar, mas as expectativas para 2026 são relativamente mais otimistas. O setor pode receber apoio de medidas de estímulo planejadas na Alemanha e do aumento dos gastos com defesa em toda a Europa.