
Pela primeira vez na história, o ouro ultrapassou o patamar histórico de US$ 4.500 por onça troy. Durante o pregão, o metal precioso atingiu o pico de US$ 4.530,30 por onça, antes de encerrar a US$ 4.514,25, registrando uma alta de 1% em relação ao dia anterior. Ao mesmo tempo, a prata superou os US$ 70 por onça pela primeira vez, avançando quase 2%, enquanto a platina também apresentou ganhos expressivos.
A alta dos preços desses metais preciosos é atribuída às expectativas do mercado em relação a novos cortes de juros pelo Federal Reserve dos Estados Unidos. Como ouro e prata não geram rendimento por juros, taxas mais baixas tornam esses ativos mais atraentes como reserva de valor. Esse movimento provoca uma realocação de capital de instrumentos remunerados para metais preciosos, fortalecendo a demanda.
Desde o início de 2025, o ouro acumulou uma valorização superior a 70%, com a prata apresentando crescimento semelhante. Segundo a Bloomberg, o ativo registrou seu 50º recorde histórico neste ano, evidenciando um aumento consistente da demanda. Analistas avaliam que, caso o Fed mantenha uma política monetária acomodatícia, os preços dos metais preciosos devem continuar em trajetória de alta.
Os movimentos futuros dos preços dependerão das decisões dos bancos centrais e da divulgação de indicadores macroeconômicos.