
O fundador da Jan3, Samson Mow, prevê que Elon Musk se envolverá de forma mais consistente com o Bitcoin a partir de 2026 e acredita que a criptomoeda pode atingir US$ 1,33 milhão, o que representaria um potencial de valorização de 1.367%. Segundo Mow, o Bitcoin deve superar os metais preciosos, apesar do desempenho expressivo do ouro (US$ 4.549) e da prata (US$ 83) em dezembro de 2025. Ele também projeta que as ações da Strategy, a maior detentora corporativa de Bitcoin entre as empresas de capital aberto, possam subir de US$ 157 para US$ 5.000.
A projeção do executivo baseia-se na convicção de que pelo menos um país deverá emitir, em breve, títulos lastreados em Bitcoin. Em junho de 2025, Mow já havia sugerido que a principal criptomoeda poderia alcançar US$ 1 milhão entre 2025 e 2026. Em setembro, voltou ao tema ao destacar a crescente disposição de países em aprofundar a adoção do Bitcoin. No entanto, o histórico de envolvimento de Musk com a criptomoeda é irregular: em 2021, a Tesla deixou de aceitá-la como meio de pagamento, citando preocupações ambientais, e, em 2022, vendeu cerca de 75% de suas reservas em Bitcoin.
Nem todos os especialistas, porém, compartilham do otimismo de Mow. O analista da Bloomberg, Mike McGlone, projeta que o Bitcoin possa recuar para abaixo de US$ 50.000 e até atingir US$ 10.000 em 2026. Já a VanEck estima um valor de US$ 2,9 milhões até 2050, mas condiciona esse cenário ao fato de que ao menos 5% dos pagamentos globais passem a ser realizados em criptomoedas. A ampla dispersão dessas projeções evidencia a elevada volatilidade e a incerteza que ainda caracterizam o mercado cripto.