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FX.co ★ BCE aperta as condições de crédito à medida que a inflação afeta o orçamento das famílias e o crescimento desacelera

BCE aperta as condições de crédito à medida que a inflação afeta o orçamento das famílias e o crescimento desacelera

BCE aperta as condições de crédito à medida que a inflação afeta o orçamento das famílias e o crescimento desacelera

A zona do euro enfrenta uma forte desaceleração econômica em 2026 em meio à crise energética provocada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. O Deutsche Bank Research reduziu em mais da metade sua projeção de crescimento para a região, cortando a estimativa do PIB de 1,1% para apenas 0,5%.

O banco prevê que a economia da zona do euro recue 0,1% no segundo trimestre, permaneça estagnada no terceiro trimestre e registre apenas um crescimento modesto até o final do ano. O choque econômico resulta da combinação da perda de poder de compra das famílias, do enfraquecimento da demanda global por exportações e dos elevados custos de crédito. Segundo os cálculos do Deutsche Bank, o aumento da conta de importação de energia, por si só, consumirá cerca de 1% do PIB da zona do euro.

Ao mesmo tempo, a inflação deverá acelerar para 3,1%, acima da projeção pré-crise de 1,7%. Para conter as pressões inflacionárias, o Banco Central Europeu (BCE) será forçado a manter seu ciclo gradual de aperto monetário, elevando a taxa de depósito em um total de 50 pontos-base, para 2,50% até setembro.

As perspectivas para as maiores economias do bloco também são pouco animadoras. A Alemanha deverá crescer apenas 0,5%, sustentada em parte por um déficit orçamentário ampliado para 4,1% do PIB. A França deverá registrar crescimento semelhante, mas com déficit superior a 5%. Já a Itália aparece como o elo mais fraco, com expansão prevista de apenas 0,4%, apoiada apenas pelos €72 bilhões remanescentes dos programas europeus de subsídios de crise.

Nesse contexto, o Reino Unido surge em situação relativamente mais favorável, com crescimento estimado em 1% e expectativa de manutenção das taxas de juros pelo Banco da Inglaterra (BoE).

O Deutsche Bank alerta, contudo, que o cenário pode se deteriorar ainda mais. Caso o Estreito de Ormuz permaneça bloqueado durante todo o verão, o crescimento da zona do euro em 2026 poderá cair para zero, enquanto a inflação poderá acelerar para 3,5%.

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