
Apesar de que a China tenha sido um dos primeiros países a celebrar a vitória econômica, após a crise do coronavírus, estatísticas macroeconômicas recentes mostram que a China pode estar em um caminho mais longo para a recuperação. Notavelmente, antes não haviam provas, apenas a especulação de algumas empresas sobre tal problema. Mas o governo da China tocou o sinal de alarme.
Os legisladores chineses admitiram que a recuperação econômica desacelerou, significativamente, devido aos desastres naturais e ao surto da variante delta. "Devido ao ambiente externo severo e exponencialmente complexo, além do impacto conjunto dos surtos locais e esporádicos de COVID-19 e desastres naturais na economia de certas regiões, a recuperação ainda está instável e desigual", disse o porta-voz do NBS, Fu Linghui.
Dificilmente podemos duvidar de suas palavras. Inundações severas causadas pela mudança climática, além de um novo surto de coronavírus, estão desacelerando o crescimento da produção e das vendas ao varejo. O Gabinete Nacional de Estatísticas relatou que em julho, a produção industrial aumentou 6,4% ao ano e as vendas ao varejo subiram 8,5%, não alcançando as expectativas dos analistas. Novas medidas restritivas, impostas para combater a propagação do coronavírus, têm um impacto negativo no consumo e prejudicam as exportações. Está previsto que o PIB cresça 6,8% no terceiro trimestre. Porém, muitos economistas acreditam que é improvável que essa previsão seja realizada.
De acordo com o NBS, no estado atual, "as bases da recuperação da economia interna ainda não estão sólidas". Portanto, muitas empresas nacionais no setor de serviços, assim como as pequenas empresas, estão vivendo dificuldades financeiras.
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