
Os ativos digitais, em particular o bitcoin, dependem da estratégia monetária da Reserva Federal dos EUA, de acordo com analistas da Goldman Sachs. Eles sugerem que as criptomoedas não são imunes a forças macroeconômicas como o aperto monetário.
O recuo no mercado de moedas de criptomoedas que aconteceu no final de janeiro de 2022 mostra que as medidas do regulador são uma espada de dois gumes. Entretanto, a Reserva Federal não é a única responsável por um mergulho nos ativos digitais. O colapso das ações tecnológicas de baixa margem que se tornaram públicas não há muito tempo é visto como a principal causa para a queda do mercado de moedas digitais. Estas ações mostraram uma reação mais acentuada ao próximo aumento das taxas por parte do banco central.
Conforme a adoção se amplia, os ativos virtuais aumentarão sua correlação com outros instrumentos financeiros, disse Goldman Sachs. Portanto, eles correm o risco de perder suas vantagens. Os especialistas do MSCI estão na mesma página do banco, enfatizando a relevância das criptomoedas para os preços das ações.
Os estrategistas financeiros da Goldman Sachs identificam a correlação positiva do BTC com o risco inflacionário e as inovações tecnológicas. Ao mesmo tempo, há uma correlação negativa entre a taxa de juros real e o dólar americano. No ano passado, a correlação entre a primeira criptomoeda e as ações tecnológicas americanas atingiram novos máximos, observou a Bloomberg.
“Com o passar do tempo, o desenvolvimento da tecnologia de blockchain pode propiciar um retrocesso secular para avaliações de certos ativos digitais”, disse Goldman Sachs. “Mas estes ativos não serão imunes às forças macroeconômicas, incluindo o aperto monetário do banco central”.
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