
Segundo o grupo de pesquisa norte-americano Brookings Institution, o presidente americano Joe Biden não conseguiu evitar a escassez de gás no mercado da UE. Em busca de uma solução para esta questão, Biden procurou fontes alternativas para o desvio dos maiores fornecedores de gás natural do mundo. No entanto, ele não foi bem-sucedido.
Os especialistas do Brookings Institution estudaram minunciosamente as propostas de Joe Biden para assegurar o fornecimento alternativo de gás se houver a redução das exportações russas e perceberam que outros grandes produtores de gás natural não conseguiriam fornecer os volumes necessários. A diretora da Iniciativa de Segurança Energética e Climática da Brookings Institution, Samantha Gross, disse que a iniciativa do presidente dos EUA poderia falhar se a Rússia cortasse o fornecimento de gás natural liquefeito. Ela observou que outros produtores globais de gás não conseguiriam resolver o problema da escassez de gás na UE. Gross acrescentou que a Europa "está em uma situação difícil agora e não há gás suficiente lá fora para fazer a diferença".
Os Estados Unidos esperam principalmente que o Qatar forneça gás natural liquefeito (sigla GNL) para a UE, já que o país possui a terceira maior reserva mundial de gás. Atualmente a produção do Qatar está funcionando em plena capacidade para enviar gás para a Ásia para cumprir contratos de longo prazo. Além disso, o Ministro de Recursos e Água da Austrália, Keith Pitt, disse que o país "está pronto para auxiliar em quaisquer pedidos de fornecimento de gás natural". Ele afirmou que as empresas locais eram confiáveis, indicando a importância dos recursos australianos para o mercado mundial de energia.