
Segundo a Bloomberg, o valor das ofertas públicas iniciais globais (IPOs) atingiu $26,7 bilhões no início de 2022, uma queda de 60% em comparação com o mesmo período em 2021.
Analistas avaliam que o número de transações diferidas tem crescido este ano em meio à volatilidade dos mercados acionários. Os estrategistas cambiais do BNP Paribas acreditam que as condições atuais não são favoráveis para novas listagens. Muitos investidores estão revisando suas carteiras para evitar perdas. Além disso, os especialistas registram um declínio no número de IPOs em comparação com o ano passado.
Em Nova York, nove grandes empresas, incluindo a plataforma de recursos humanos Justworks Inc. e Four Springs Capital Trust, cancelaram a abertura de capital devido a ventos contrários na forte instabilidade do mercado. A queda na demanda dos investidores e a volatilidade significativa do mercado causaram um aumento no valor das IPOs desmanteladas em todo o mundo, atingindo $6,2 bilhões. Por exemplo, a Hyundai Engineering Co. da Coréia do Sul retirou sua cotação de $1 bilhão e os lucros de várias empresas de Hong Kong caíram em 40%.
Os gerentes de fundos registraram saídas de capital. "Eles estão mais focados no reposicionamento de sua carteira do que na compra de novas emissões", disse o chefe do sindicato de capital da Berenberg, Fabian De Smet. O especialista acredita que atualmente as IPOs passaram do topo para a base de sua lista de prioridades.
Diversas grandes empresas geraram lucros, apesar das condições desfavoráveis para as ofertas públicas iniciais. A LG Energy Solution da Coréia do Sul arrecadou $10,7 bilhões no maior IPO do país — o maior de todos os tempos. A companhia seguradora estatal Life Insurance Corp. da Índia também está se preparando para uma listagem recorde. A Bloomberg News informou que a empresa deveria levantar cerca de $203 bilhões durante sua abertura de capital.