O real brasileiro caiu para além de 5,30 por dólar americano, afastando-se de seu pico em maio de 2024. Este movimento se deve, em parte, ao aumento das expectativas de uma postura mais branda do banco central, coincidindo com o dólar americano recuperando parte do terreno perdido após as perdas da semana passada. Indicadores econômicos mostraram fraqueza, com o índice IBC-Br diminuindo 0,2% em setembro e a atividade preliminar do terceiro trimestre contraindo aproximadamente 0,9% em relação ao trimestre anterior. Essa combinação afeta negativamente os ganhos de exportação e as perspectivas de receita fiscal de curto prazo.
O banco central manteve a taxa Selic em 15%, com seu presidente enfatizando uma abordagem estritamente dependente de dados para a política monetária, o que criou incerteza em relação ao momento dos cortes de taxa. Paralelamente, a probabilidade de um corte de taxa do Federal Reserve em dezembro foi reduzida, elevando as expectativas de taxa nos EUA e apertando o carry trade transfronteiriço. A retomada das divulgações de dados econômicos dos EUA preencheu o vazio informacional que anteriormente beneficiava os mercados emergentes. Além disso, a atividade industrial moderada na China levou a quedas nos preços e volumes de commodities, diminuindo as dinâmicas comerciais que tipicamente fortalecem o real brasileiro.