A prata disparou mais de 5% na sexta-feira, passando a ser negociada próxima de US$ 82 por onça, impulsionada pela fraqueza do dólar americano após uma decisão da Suprema Corte contra tarifas globais aumentar o apelo do metal tanto como ativo de refúgio quanto como ativo industrial. O revés jurídico para a Casa Branca, somado à crescente tensão entre Estados Unidos e Irã, restaurou um prêmio de risco que a volatilidade característica da prata tem amplificado.
Os preços ampliaram a recuperação à medida que os mercados digeriam sinais macroeconômicos mistos: uma leitura mais fraca do PIB do quarto trimestre, de 1,4%, ao lado de um núcleo do PCE ainda elevado, em 3%, o que complica as perspectivas para a trajetória de juros do Federal Reserve. A ata do FOMC ressaltou essa incerteza, revelando um comitê dividido em relação ao rumo da política monetária.
Após uma recente exaustão especulativa e um período inicial de baixa liquidez durante o Ano Novo Lunar, o retorno da participação com a reabertura dos mercados globais vem adicionando novo ímpeto. Tecnicamente, a prata está se consolidando acima do patamar de US$ 80, estabelecendo uma base mais firme enquanto equilibra seu papel duplo como proteção em períodos de crise e como insumo essencial para aplicações industriais em energia solar e em tecnologias ligadas à IA.
Em meio a um cenário de arrefecimento econômico, tensões geopolíticas persistentes e um FOMC dividido, a prata caminha agora para um forte ganho semanal.