O ouro avançou em direção a US$ 5.050 por onça nesta sexta-feira, sustentado pela fraqueza do dólar americano após uma decisão da Suprema Corte contra tarifas globais reforçar seu apelo como proteção contra riscos de política econômica. A decisão da Corte de anular tarifas recíprocas pressionou o dólar, à medida que os mercados avaliaram a possibilidade de reembolsos de tarifas e o arrefecimento das tensões comerciais.
Houve ainda suporte adicional vindo dos dados macroeconômicos, com o PIB dos Estados Unidos no quarto trimestre desacelerando para 1,4% e a inflação do PCE básico surpreendendo para cima, em 3%, deixando incerto o rumo da política do Federal Reserve. A demanda por ativos de proteção também permaneceu sólida, já que a ampliação da presença militar dos EUA no Oriente Médio e novas ameaças de retaliação por parte do Irã aumentaram as preocupações com potenciais choques de oferta.
Embora a demanda física na Ásia tenha permanecido contida em torno do Ano-Novo Lunar, o ouro segue no caminho para um forte fechamento semanal, à medida que os traders ponderam o revés jurídico para a Casa Branca em contraste com a inflação persistente e a continuidade da instabilidade regional. Preso entre uma economia americana em desaquecimento e fricções geopolíticas persistentes — apesar de um FOMC dividido e de um mercado de trabalho ainda resiliente, com pedidos de auxílio-desemprego em 206.000 — o ouro continua encontrando um suporte subjacente firme.