Os futuros de lítio na China eram negociados acima de CNY 160.000 por tonelada, aproximando-se do pico de mais de dois anos de CNY 181.000 alcançado em 26 de janeiro. Os preços foram sustentados pela ampla valorização dos metais industriais em meio a sinais de demanda sólida e riscos de oferta emergentes.
Do lado da oferta, o Zimbábue suspendeu as exportações de concentrados de lítio e de outros materiais não processados, numa tentativa de pressionar os compradores a estabelecer capacidade de refino dentro do país. Isso se somou às preocupações com a oferta, já intensificadas pela decisão da China de revogar 27 licenças de mineração em Jiangxi, uma de suas principais regiões produtoras de lítio. A medida seguiu-se a uma suspensão anterior das operações na mina de lítio Jianxiawo da CATL, parte da mais ampla campanha de Pequim contra a “anti-involution” para conter a concorrência excessiva e a expansão desordenada.
A demanda permaneceu sustentada pelo contínuo investimento da China em infraestrutura de energia, evidenciado pelos aumentos recentemente anunciados nos gastos com armazenamento de energia. Além disso, Pequim prometeu dobrar a capacidade nacional de carregamento de veículos elétricos (EV) para 180 gigawatts até 2027, meta que deverá dar apoio adicional aos sistemas de armazenamento de energia e baterias, intensivos em lítio.