O FTSE 100 subiu 0,7%, para cerca de 10.923 pontos, nesta sexta-feira, estabelecendo um novo recorde histórico e encerrando o oitavo mês consecutivo de alta — sua sequência de ganhos mais longa desde 2013. O índice avançou cerca de 6,8% em maio, seu melhor desempenho mensal desde 2022.
Entre as blue chips, o setor farmacêutico se destacou, com as ações da AstraZeneca em alta de 2,6% e da GlaxoSmithKline subindo 1,3%. As gigantes de energia Shell e BP também se fortaleceram, à medida que o petróleo bruto emplacou o segundo mês seguido de valorização.
Ações ligadas ao tema de inteligência artificial registraram fortes ganhos, incluindo London Stock Exchange Group (+5,3%), RELX (+1,6%), Rightmove (+4,7%), Pearson (+1,4%) e Experian (+0,5%). A Rightmove reportou aumento de receita e anunciou um novo programa de recompra de ações.
Entre as empresas de bens de consumo básicos, Unilever e British American Tobacco avançaram, enquanto nomes industriais como Rolls-Royce e a empresa de defesa BAE Systems também fecharam em alta.
Em contraste, grandes bancos como HSBC Holdings, Barclays e Lloyds Banking Group recuaram. A Melrose Industries despencou quase 13% após divulgar uma orientação mais cautelosa.
No lado macroeconômico, dados da pesquisa GfK apontaram para um enfraquecimento da confiança do consumidor. No campo político, a vitória do Green Party of England and Wales em uma eleição suplementar aumentou a pressão sobre o governo do primeiro-ministro Keir Starmer.