O peso mexicano enfraqueceu para perto de 17,35 por dólar, seu menor nível em quase um mês, à medida que a forte escalada das tensões no Oriente Médio levou os investidores a buscar ativos de refúgio. Um amplo movimento de “aversão ao risco” seguiu-se aos ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, fortalecendo o dólar americano e o ouro, ao mesmo tempo em que pressionou as moedas de mercados emergentes.
Fatores domésticos também pesaram sobre o peso. Os dados de fevereiro mostraram que o setor manufatureiro do México permaneceu em contração pelo sexto mês consecutivo, com o PMI em 47,1. Embora a confiança empresarial tenha melhorado ligeiramente, as empresas continuaram a destacar preocupações com possíveis tarifas dos Estados Unidos e com a demanda fraca da indústria automotiva.
A dinâmica da inflação também segue desafiadora. A inflação cheia desacelerou para 3,79% em janeiro, mas a inflação subjacente ainda se manteve elevada, em 4,52%. Em resposta, o Banxico manteve a taxa básica de juros inalterada em 7% em fevereiro e indicou que agora espera que a inflação retorne à meta de 3% apenas no segundo trimestre de 2027. Essa vantagem de rendimento em diminuição, em um contexto de dólar ainda forte, continua minando o suporte ao peso.