Os contratos futuros de platina recuaram para cerca de US$ 2.200 por onça, devolvendo as máximas de quatro semanas como parte de um movimento de queda mais amplo nos metais preciosos. O movimento ocorreu em paralelo a um fortalecimento do dólar americano, que voltou a afirmar seu tradicional status de porto seguro em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. Espera-se que as forças armadas dos EUA intensifiquem os ataques contra o Irã, enquanto um alto funcionário iraniano alertou que embarcações que tentarem passar pelo Estreito de Ormuz podem ser alvo de ataques. O tráfego de petroleiros praticamente paralisou à medida que aumentam os riscos de segurança.
A escalada do conflito impulsionou fortemente os preços do petróleo, alimentando preocupações com uma retomada das pressões inflacionárias. Isso, por sua vez, desencadeou uma onda de vendas em Treasuries dos EUA e reduziu as expectativas de novos cortes de juros pelo Federal Reserve. Ao mesmo tempo, a forte dependência da platina de usos industriais — especialmente em conversores catalíticos automotivos — a deixa mais exposta à desaceleração da atividade manufatureira global e à demanda fraca por veículos.
Mesmo assim, o mercado de platina continua estruturalmente apertado. Restrições persistentes de oferta entre os principais produtores continuam dando sustentação aos preços, limitando a magnitude da recente correção.