O índice do dólar subiu quase 1% na terça-feira, ultrapassando o nível de 99, estendendo o ganho de 0,8% registrado na segunda-feira e atingindo o seu nível mais alto desde meados de janeiro. O avanço foi impulsionado pela intensificação das tensões no Oriente Médio e pelo conflito em curso envolvendo o Irã, que aumentaram a procura por ativos de refúgio, favorecendo o dólar. Um apoio adicional veio da perceção dos investidores de que os EUA são um porto relativamente seguro devido ao seu maior grau de independência energética.
Ao mesmo tempo, a forte alta dos preços da energia reacendeu preocupações com a inflação, levando os traders a reduzir as apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve. Os mercados agora antecipam o próximo corte de juros do Fed para setembro, adiado em relação às projeções anteriores de julho, embora ainda estejam precificados dois cortes de 25 pontos base para 2026.
No mercado cambial, o dólar avançou 1,3% em relação ao dólar australiano, quase 1% face ao euro, 0,8% frente à libra e 0,3% em relação ao iene.