O euro manteve-se em torno de US$ 1,16, próximo do seu nível mais fraco desde 16 de janeiro, à medida que os investidores avaliavam o agravamento do conflito no Oriente Médio e o aumento dos riscos inflacionários. As tensões regionais se intensificaram após relatos de que o presidente dos EUA, Donald Trump, teria incentivado forças curdas iranianas no Iraque a atacar o Irã, de que o Azerbaijão alertou para uma retaliação após ataques com mísseis iranianos e de que o Kuwait estava interceptando mísseis e drones em seu espaço aéreo.
O consequente salto nos preços de energia deve manter as pressões inflacionárias elevadas em toda a Europa, reforçando as expectativas de que o ECB possa caminhar para uma postura monetária mais restritiva. Vários formuladores de política alertaram na quinta-feira que, se a guerra no Irã persistir e envolver outros países, a inflação na zona do euro poderá subir mesmo com o enfraquecimento do crescimento econômico. Os mercados monetários atualmente precificam uma probabilidade de cerca de 60% de um aumento de juros do ECB em dezembro e de 90% de chance de pelo menos uma alta até junho de 2027.