O consumo das famílias nos Países Baixos ficou estável em termos homólogos em janeiro de 2026, após um aumento de 0,8% em dezembro. O crescimento das despesas com bens para o lar desacelerou para o nível mais baixo em quinze meses, de 0,1% (abaixo dos 0,4% de dezembro), sobretudo devido a uma queda nas compras de bens duráveis (-1,4% vs 0,4%). As famílias reduziram principalmente os gastos com automóveis, mobiliário doméstico e vestuário.
Em contraste, os consumidores gastaram mais em alimentos, bebidas e tabaco (0,4% vs 2,1%), bem como noutros bens, como energia e produtos de cuidados pessoais (2,1% vs -1,8%). Entretanto, a despesa das famílias em serviços manteve-se inalterada face ao ano anterior (0% vs 1,2%), com maiores gastos em transportes e comunicações a serem compensados por menores despesas em lazer e cultura. Os serviços representam mais de metade do consumo total das famílias.
Apesar disso, o indicador de Condições de Consumo para fevereiro foi menos negativo do que em janeiro, apoiado por expectativas de emprego mais otimistas entre as empresas industriais e por ganhos homólogos mais fortes nos preços das ações.