Os contratos futuros de gás natural europeu subiram 2%, para €52,5 por MWh, revertendo perdas registradas mais cedo após notícias de que instalações de energia iranianas teriam sido atingidas em ataques aéreos. De acordo com a televisão estatal iraniana, forças dos EUA e de Israel atacaram o campo de gás South Pars — compartilhado com o Qatar — além de complexos petroquímicos próximos em Asaluyeh, naquele que seria o primeiro ataque conhecido à infraestrutura de produção de energia upstream do Irã no atual conflito. O campo de South Pars atingiu um recorde de produção diária de 730 milhões de metros cúbicos em 2025.
Em paralelo, o Iraque chegou a um acordo com a região do Curdistão para retomar as exportações de petróleo por meio de um oleoduto até o porto turco de Ceyhan, oferecendo uma rota de exportação que contorna o Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, os EUA intensificaram os esforços para restabelecer o tráfego por esse importante gargalo marítimo, atacando bases de mísseis iranianas. Cerca de 20% dos embarques globais de GNL normalmente passam pelo Estreito de Ormuz, que permanece em grande parte fechado desde os ataques do mês passado.
A interrupção ocorre às vésperas do período de recomposição de estoques na região. Os níveis de armazenamento de gás já estão cerca de 15 pontos percentuais abaixo da média de cinco anos, após um inverno mais frio do que o habitual, aumentando as preocupações com a segurança do abastecimento.