O euro foi negociado ligeiramente abaixo de US$ 1,17, mantendo-se próximo do seu nível mais alto desde o início de março e caminhando para um ganho semanal de quase 1,5% em relação ao dólar americano. Os mercados cambiais continuaram a ser impulsionados por tensões geopolíticas, com investidores concentrados no frágil cessar-fogo entre os EUA e o Irã e nas negociações de paz agendadas para este fim de semana no Paquistão. Teerã manteve o bloqueio quase total do Estreito de Ormuz, provocando a mais grave interrupção já registrada no fornecimento global de energia, ao mesmo tempo em que insiste na inclusão do Líbano em qualquer negociação de paz. Paralelamente, o presidente dos EUA, Trump, enviou sinais mistos, primeiro demonstrando otimismo em relação a um possível acordo e depois advertindo o Irã sobre as novas taxas impostas a navios que transitam pela estratégica rota marítima.
No front da política monetária, a disparada dos preços do petróleo reacendeu preocupações inflacionárias e levou os mercados a antecipar uma postura mais hawkish por parte do Banco Central Europeu. Os traders agora precificam pelo menos duas altas nos juros do BCE até o fim de 2026 e atribuem uma probabilidade de cerca de 30% a um terceiro aumento.