O won sul-coreano enfraqueceu para cerca de 1.475 por dólar, recuando em relação ao seu nível mais forte em mais de um mês, à medida que a alta nos preços do petróleo e um dólar mais firme pressionaram a moeda. A escalada das tensões entre EUA e Irão e o ressurgimento dos riscos de perturbações no Estreito de Ormuz — após a apreensão de um navio iraniano e a persistente incerteza em relação a um cessar-fogo — impulsionaram os preços do crude, alimentando preocupações com os custos de importação da Coreia e com as perspetivas de inflação. Ao mesmo tempo, o dólar norte-americano ganhou força, já que os investidores procuraram ativos de refúgio num contexto de menor apetite pelo risco, exercendo pressão adicional sobre as moedas emergentes asiáticas, incluindo o won, apesar da relativa resiliência dos mercados acionistas domésticos.
Em paralelo, o governador cessante do Bank of Korea, Rhee Chang-yong, observou que os movimentos cambiais são cada vez mais influenciados por fluxos de capital estruturais domésticos, em vez de diferenciais de taxas de juro, destacando uma mudança gradual nas forças que moldam os mercados cambiais. Ainda assim, as expectativas de continuidade dos influxos estrangeiros, sustentadas pela melhoria da acessibilidade do mercado coreano, ajudaram a conter as perdas do won.