Os contratos futuros de cobre caíram abaixo de US$ 6,10 por libra nesta segunda-feira, recuando das máximas em mais de dois meses, à medida que a escalada das tensões entre EUA e Irã alimentou preocupações com a inflação e o crescimento global, o que pode reduzir a demanda por metais industriais. Os EUA apreenderam um navio cargueiro com bandeira iraniana no Golfo de Omã, enquanto Teerã voltou atrás nos planos de reabrir o Estreito de Ormuz e anunciou que não participaria de uma segunda rodada de negociações.
A perspectiva de uma interrupção prolongada nessa rota marítima estratégica ampliou o choque de energia, aumentando os riscos inflacionários e ameaçando o crescimento econômico global, com efeitos em cascata sobre a atividade manufatureira e a demanda mais ampla por commodities industriais.
Apesar desses ventos contrários de curto prazo no comércio, o cobre continua sustentado por fatores estruturais, como a eletrificação global, a expansão da infraestrutura de inteligência artificial e o consumo estável decorrente do desenvolvimento de redes de energia e do setor de construção. Do lado da oferta, a produção segue limitada por interrupções na mineração, anos de subinvestimento e longos prazos para colocar novos projetos em operação.