Os futuros de óleo de palma da Malásia subiram pela segunda sessão consecutiva, chegando a negociar brevemente acima de MYR 4.500 por tonelada, apoiados por um ringgit mais fraco e pelos preços mais firmes dos óleos comestíveis nas bolsas de Dalian e Chicago. O sentimento do mercado foi ainda impulsionado pelas expectativas de recuperação da demanda indiana, após as remessas para o maior comprador mundial terem caído 19% em termos mensais em março.
Ao mesmo tempo, a Malásia acompanha o principal produtor, a Indonésia, na ampliação do mandato de mistura de biodiesel, com o regulador do setor projetando que o consumo de biodiesel à base de óleo de palma aumentará em mais de 300.000 toneladas por ano.
Os ganhos, contudo, foram limitados pela queda nos preços do petróleo bruto, que normalmente reduz a demanda por matérias-primas vinculadas a biocombustíveis. Os indicadores de exportação também apontaram fraqueza: inspetores de carga relataram que os embarques malaios de derivados de óleo de palma no período de 1.º a 20 de abril recuaram entre 25,6% e 25,8% em relação ao mês anterior. Na China, outro importante consumidor, as importações de grandes commodities agrícolas — especialmente soja — devem diminuir este ano, reforçando a cautela do lado da demanda.