A taxa de inflação anual do Brasil acelerou para 4,72% em maio de 2026, acima dos 4,39% registrados em abril e ligeiramente acima das expectativas de mercado de 4,66%, alcançando o nível mais alto desde setembro de 2025. As pressões de preços se intensificaram em diversas categorias, incluindo alimentação e bebidas (3,87% vs. 0,69%), habitação (6,22% vs. 6,19%), vestuário (4,60% vs. 4,38%), saúde e cuidados pessoais (6,04% vs. 5,66%), despesas pessoais (5,77% vs. 5,71%) e comunicação (1,75% vs. 1,59%).
A inflação de energia e combustíveis permaneceu elevada, em 8,90%, avançando em relação aos 8,80% de abril, à medida que as interrupções de oferta decorrentes do fechamento do Estreito de Ormuz, em meio ao conflito entre os EUA e o Irã, continuaram pressionando os preços. Ainda assim, os custos de combustíveis para veículos subiram em um ritmo mais lento, avançando 5,34% em comparação com 6,67% no mês anterior. Em contraste, a inflação arrefeceu ligeiramente em transportes (4,05% vs. 4,15%) e educação (6,36% vs. 6,41%).