Os contratos futuros de trigo recuaram para cerca de US$ 6,00 por bushel, após atingirem uma máxima de três semanas de US$ 6,13 em 17 de junho. A correção ocorreu em meio à queda dos preços do petróleo bruto e à continuidade do fluxo de navios‑tanque pelo Estreito de Ormuz, em paralelo ao avanço das negociações entre os Estados Unidos e o Irã, o que reduziu os prêmios de risco de guerra. A fraqueza do petróleo também sugere menores custos de frete marítimo, o que pode acrescentar pressão adicional de baixa sobre os valores do trigo posto no destino.
Na União Europeia, os exportadores enfrentam um ambiente mais desafiador. O Marrocos deve reduzir as importações de trigo após se recuperar da seca, enquanto os fornecedores do Mar Negro permanecem fortemente competitivos. A pressão persistente de origens de baixo custo, como Rússia e Ucrânia, continua a limitar os preços globais, efeito reforçado pela demanda enfraquecida de grandes compradores, incluindo Argélia e China.
Do lado da oferta, projeta‑se uma queda na produção da Argentina e da Austrália. Em contraste, colheitas robustas na Rússia e na Ucrânia, juntamente com uma produção mais firme na Turquia e na Síria, tendem a intensificar a concorrência nos mercados de exportação. Enquanto isso, o Egito já adquiriu 4,7 milhões de toneladas de trigo e caminha para cumprir sua meta de compras de 5 milhões de toneladas em apoio ao seu programa de pão subsidiado.