O rendimento do título do governo chinês de 10 anos avançou em direção a 1,74% nesta segunda-feira, recuperando-se em relação à sessão anterior, mesmo após o People's Bank of China manter, em julho, as principais taxas de empréstimo em mínimas históricas pelo décimo quarto mês consecutivo. O PBoC manteve a loan prime rate de um ano, referência para a maior parte dos empréstimos corporativos e ao consumidor, inalterada em 3%, enquanto a LPR de cinco anos, um importante referencial para taxas de hipoteca, permaneceu em 3,5%.
A decisão foi tomada apesar dos dados de PIB do segundo trimestre terem ficado abaixo do esperado, ressaltando a natureza desigual da recuperação econômica da China. A manufatura e as exportações têm se mostrado relativamente resilientes, mas a demanda interna fraca e o consumo das famílias contido continuam a pesar sobre o ímpeto geral de crescimento.
O foco dos investidores se volta agora para a próxima reunião do Politburo, ainda este mês, um evento acompanhado de perto que pode trazer sinais sobre novo apoio fiscal e monetário. Os mercados buscam possíveis medidas para fortalecer a demanda doméstica, estabilizar o setor imobiliário e sustentar uma expansão econômica mais ampla.