Os preços da gasolina nos Estados Unidos subiram acima de US$ 3,40 por galão, o nível mais alto em dois meses, em meio a crescentes preocupações com o aperto na oferta de combustíveis. Os EUA realizaram ataques contra alvos iranianos pelo 11º dia consecutivo, enquanto o movimento Houthi do Iêmen, alinhado ao Irã, ameaçou petroleiros sauditas no Estreito de Bab el‑Mandeb e anunciou um bloqueio à Arábia Saudita. O presidente Donald Trump também descartou negociações com o Irã no curto prazo e alertou para uma possível ampliação da ação militar.
Além do Oriente Médio, surgiram riscos adicionais de oferta no Mar Negro, após ataques ao terminal do Caspian Pipeline Consortium, um duto crucial para as exportações de petróleo bruto do Cazaquistão. Ao mesmo tempo, contínuos ataques ucranianos à infraestrutura energética russa continuaram a interromper as operações de refinarias. Margens mais fortes para diesel e querosene de aviação incentivaram ainda mais as refinarias a reduzir a produção de gasolina.
Nesse contexto, dados do setor mostraram que os estoques de gasolina caíram em 1,379 milhão de barris na semana encerrada em 17 de julho. Nas bombas, o preço médio da gasolina nos EUA voltou a subir para acima de US$ 4 por galão.