O dólar canadense se fortaleceu para cerca de 1,38 por USD em setembro, refletindo em grande medida a fraqueza generalizada da moeda norte-americana. Ao mesmo tempo, as tarifas retaliatórias do Canadá sobre bens dos Estados Unidos passaram a vigorar depois que o governo do Primeiro-Ministro Mark Carney não conseguiu chegar a um acordo com Washington no mês passado.
As contratarifas se aplicam a aproximadamente US$ 20 bilhões em exportações dos EUA, com alíquotas variando de 15% a 50% sobre produtos como aço, móveis, roupas e eletrônicos. Essas medidas sucedem as tarifas dos EUA introduzidas no mês passado, que atingiram cerca de US$ 20 bilhões — aproximadamente 5% — das exportações canadenses para os Estados Unidos, incluindo vinho, móveis, laticínios, cimento, roupas, varas de pesca e equipamentos de hóquei.
O loonie também vem sendo sustentado por preços mais firmes do petróleo bruto, em linha com o papel do Canadá como grande exportador de energia. Riscos adicionais de alta para os preços do petróleo persistem à medida que o Irã ameaça atacar a infraestrutura energética regional em resposta às ações dos EUA. A alta nos preços de energia pode, por sua vez, alimentar pressões inflacionárias, potencialmente levando a uma postura mais rigorosa de política por parte do Bank of Canada.