As vendas pendentes de imóveis residenciais nos EUA cresceram 0,3% em termos mensais em agosto de 2026, recuperando-se de uma queda revisada de 2,6% em julho, mas ficando aquém das expectativas do mercado, que apontavam para um aumento de 2,0%. Por região, as vendas aumentaram no Sul (2,3%) e no Oeste (3,0%), compensando parcialmente as quedas no Nordeste (-4,2%) e no Meio-Oeste (-1,6%).
Em termos anuais, as vendas pendentes de imóveis registraram queda de 4,7%, com as quatro principais regiões dos EUA apresentando recuos na comparação ano a ano. “Os compradores continuaram a fechar contratos em agosto, mesmo com a alta nas taxas de hipoteca”, disse o economista-chefe da NAR, Lawrence Yun. Ele observou, porém, que o mercado imobiliário continua fraco, com o número de contratos assinados ainda abaixo dos níveis de um ano atrás, à medida que as taxas de hipoteca mais elevadas neutralizam o ganho de poder de compra decorrente do aumento do emprego e da renda.
Yun acrescentou que o número de contratos assinados em âmbito nacional permanece cerca de 30% abaixo dos níveis pré-pandemia. A atividade atingiu o pico em 2021, quando as taxas de hipoteca caíram para perto de 3%, um mínimo histórico, e desde então não retornou a esses patamares.