O Ibovespa avançou 0,2% e encerrou a quinta-feira aos 185.992 pontos, após uma sessão volátil influenciada pela decisão do Banco Central do Brasil de cortar a taxa Selic em 25 pontos-base, para 13,75%. Embora o Copom não tenha fornecido uma sinalização explícita sobre seus próximos passos, manteve em aberto a possibilidade de um novo corte na reunião seguinte. A mensagem geral enfatizou a continuidade, com a política monetária permanecendo cautelosa, dependente dos dados e focada na preservação da estabilidade.
Durante a sessão, porém, o índice chegou a cair 1,2%, pressionado pela renovação das preocupações com a política fiscal e o cenário eleitoral, após o governo federal anunciar um aumento de 15% nos benefícios sociais. Ao mesmo tempo, pesquisas mostrando o candidato Flávio Bolsonaro numericamente à frente em cenários de segundo turno continuaram dando suporte ao mercado.
O ambiente externo também colaborou: a pausa na recente alta dos preços do petróleo e a consequente moderação nos juros globais trouxeram apoio adicional às ações brasileiras. Entre as blue chips, os grandes bancos tiveram desempenho misto — Banco do Brasil subiu 0,3% e Santander avançou 2,5%, enquanto Itaú recuou levemente e Bradesco cedeu 0,3%. No setor de commodities, Vale ganhou 2,1%, amparada pela alta dos preços do minério de ferro.