O real brasileiro se fortaleceu para abaixo de 5,00 por dólar americano na sexta-feira, após a divulgação das primeiras pesquisas para o segundo turno presidencial. Uma pesquisa do Datafolha mostrou o senador Flávio Bolsonaro com 49% das intenções de voto, contra 45% do presidente Lula, um empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos percentuais do levantamento. Já uma pesquisa Atlas/Bloomberg, porém, colocou Flávio com 51,1% contra 45,7% de Lula, encerrando o empate estatístico observado no cenário de segundo turno anterior dessa mesma empresa.
Os mercados tendem a enxergar Bolsonaro como mais fiscalmente conservador, postura que ganha força em um contexto de juros domésticos elevados e atividade econômica fraca. Sua equipe econômica estaria avaliando cortes de gastos equivalentes a cerca de 2% do PIB. A vantagem de Flávio sobre Lula no primeiro turno, que contrariou a maior parte das projeções das pesquisas, levou o real à máxima em 17 meses na segunda-feira.
Em paralelo, o Banco Central do Brasil (BCB) realizou na sexta-feira um leilão regular de rolagem de swaps cambiais. Essas operações são usadas para conter a volatilidade do câmbio, sobretudo em períodos de maior incerteza política e econômica.